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Receber cidadãos é muito mais produtivo do que receber refugiados

OBSERVATÓRIO 9474

Receber cidadãos é muito mais produtivo do que receber refugiados
setembro 23, 2015

*Por Larissa Frozel Barros

No último dia 15 de agosto, o Laboratório de Psicanálise e Sociedade (USP) e o Núcleo de Psicanálise e Política (PUC-SP) realizaram o evento “Imigração e Refúgio: Práticas Clínico-Institucionais”, na sede da APROPUC (Associação dos Professores da PUC-SP).
Apesar da discussão sobre migração ser atual e estar em evidência, talvez muitos amantes do tema tenham hesitado em comparecer ao evento por conta da referência a “Práticas Clínico-Institucionais”. E de fato um encontro organizado por grupos de psicanálise não poderia dar outra impressão além da possibilidade de uma abordagem específica do assunto.

É importante notar, entretanto, que as palavras “sociedade” e “política” aparecem no nome dos grupos da USP e da PUC-SP, respectivamente. Isso para sublinhar que há algum tempo a psicologia vem se abrindo para o diálogo com outras áreas, e este evento poderia ser caracterizado como

Do relatório ao relato, da alienação ao sujeito

Psicologia USP, vol.26 no.2 São Paulo May/Aug. 2015
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65642015000200
Marie-C. Saglio-Yatzimirsky, Do relatório ao relato, da alienação ao sujeito: a experiência de uma prática clínica com refugiados em uma instituição de saúde

RESUMO

Neste artigo, buscaremos evidenciar a especificidade e os limites de uma consulta transcultural no Serviço de Psiquiatria do Hospital Avicenne (França) com sujeitos requerentes de refúgio, originários principalmente da África e Ásia do Sul, atendidos por distúrbios psicotraumáticos. Tratar-se-á de tentar mostrar que uma abordagem clínica, que leve em conta o contexto sociopolítico e a situação jurídica desses pacientes “migrantes”, irá possibilitar a emergência da palavra do sujeito. A partir da construção de dois fragmentos de caso, mostraremos como as representações político-sociais acerca do “migrante”, “refugiado”, “vítima”, “suspeito”, deixam suas marcas concretas e simbólicas nos sujeitos bem como influenciam os modos de condução do trabalho clínico. Isso nos permitirá, em um segundo momento, questionar a noção de alienação. Por fim, iremos lançar uma

Imigração e Refúgio: práticas clínico-institucionais

Data: 15 de agosto 2015, Sábado

Local: APROPUC – Rua Bartira, 407 – Perdizes

Horário: 8h30 – 13h30

Programação:

Abertura

8h30 – Miriam Debieux Rosa

Mesa 1 – Imigrante: subjetividade e política

Marie-Caroline Saglio-Yatzimirsky (INALCO)

Ilana Mountian

Mediação: Caterina Koltai

Mesa 2 – Tempo e urgência nas práticas com imigrantes e refugiados

Viviani Carmo-Huerta

Cristina Rocha Dias e Pedro Seincman

Ana Gebrim e Flavia Gleich

Mediação: Marcio Gagliato e Mauro Mendes (Instituto Vox)

Organização: Laboratório de Psicanálise e Sociedade (USP) e Núcleo de Psicanálise e Política (PUC-SP)